quinta-feira, 31 de março de 2011

LORENA versos DESENVOLVIMENTO

 Matéria escrita para o Jornal O Popular do Vale em 26/03/2011
Nossa cidade vem travando uma batalha onde resiste ao desenvolvimento e mantendo-se na mesma  condição por vários anos.
Quem conhece um pouco de nossa história sabe da importância de Lorena, principalmente em épocas passadas. Até nosso hino retrata um pouco de nossa grandeza: “Terra das Palmeiras Imperiais, terra de Condes e Barões”.
Lorena conta com um grande diferencial geológico, e principalmente geográfico. Sua localização estratégica entre Rio de Janeiro, São Paulo e Sul de Minas, facilita o escoamento de nossa produção.
Lorena é uma das cidades mais planas do Vale do Paraíba e possui um lençol freático abundante.
Infelizmente a cidade não prosperou a contento e nem mesmo acompanhou o crescimento como em várias cidades vizinhas.
Um bom exemplo dessa política de gestão, está bem do nosso lado na jovem cidade de Canas. A atual administração conseguiu trazer uma termoelétrica e também a Sede Nacional da Renovação Carismática no Brasil, onde se projeta até mesmo a construção de uma faculdade.   
A política adotada em Lorena, não estimula o desenvolvimento. Não existe crescimento sem investir em infraestrutura e incentivos para empresas se instalarem na cidade.
Ao contrário de atrair novas indústrias, as já instaladas na cidade, estão indo embora.  
Lorena não tem um plano diretor, um pólo industrial e nem projetos de incentivos fiscais. Parece que não existe interesse para que empresas se instalem aqui.
Um grande exemplo desse descaso, verificamos em 2 edições anteriores onde o POPULAR DO VALE, compara o valor das taxas de aprovação do m2 de projetos de edificações industriais na cidade com outras do Vale. Lorena cobra uma taxa de R$ 3,80 por m2, enquanto que Taubaté cobra R$ 0,58.
O comércio local está enfraquecendo, com isto, a perda de receita é cada vez, mais significativa.
Não é possível a prefeitura ter dinheiro pra investir em melhorias quando vemos uma máquina totalmente inchada e com a folha de pagamento totalmente comprometida. Lorena tem absurdamente 17 secretarias, uma infinidade de secretários adjuntos e um exército em cargos de confiança.
A administração em Lorena precisa agir mais como gestora ao invés de só fazer política de empreguismo. Gestão Pública é a “arte” de saber esticar o cobertor que já é curto, diminuindo os gastos públicos, valorizando os funcionários de carreira para assim melhorar a qualidade dos serviços e empregar sabiamente o dinheiro nas reais necessidades do município.
A receita é muito simples, mas tem muita gente com cabeça dura, que ainda insiste em resistir!
Luiz Fernando Romeiro Reis

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Rádio Cultura de Lorena - Fernando fala sobre enchentes e ações do poder público

Em entrevista para João Marton do Programa Região em Destaque, Fernando Romeiro fala sobre chuvas, enchente e as ações do poder público.


terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Lorena luta pela a instalação da Rede Lucy Montoro para atender a nossa Região




LORENA LUTA PARA TER A 2ª UNIDADE DA  REDE HOSPITALAR DE REABILITAÇÃO LUCY MONTORO

            Com a possibilidade do Vale do Paraíiba em receber a 2ª unidade do Hospital Lucy Montoro de Reabilitação, foi organizado um grupo idealizado por Evandro Milet, levantando a bandeira de ser instalada em Lorena.
            Há especulações em que esta 2ª unidade possa ser instalada em Taubaté, mas o Grupo defende uma melhor distribuição na região até para municípios mais ao extremo do Vale, em que  possam ser atendidos com uma maior comodidade.
            A 1ª unidade já é uma realidade  em São José dos Campos, haja vista que Taubaté e São José dos Campos são cidades praticamente vizinhas.
Geograficamente esta condição desfavorece e muito várias cidades mais ao extremo da região.
            Um ponto muito positivo pra a sua instalação em Lorena é o fato de que a ADEFIL (Associação dos Deficientes Físicos de Lorena), possui um terreno de quase 31 mil metros quadrados,  as margens da Rodovia Presidente Dutra.
            Miltet já conseguiu o apoio de muitas pessoas, políticos locais e autoridades que estão sensibilizadas com esta justa causa.
            Temos que somar forças, vereadores, autoridades locais e outros, para que, quanto mais pessoas mobilizadas, a realidade se torna mais próxima.

TV ClimaTempo - Prog. Fiscais da Natureza Entrevista com Fernando Romeiro





quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Comunidades organizadas, conseguem minimizar os transtornos das chuvas


A região do córrego do Pirajussara desde 1987 era referência de enchentes na cidade de São Paulo. Por receber todas as águas de sua bacia, eram constantes, transbordamentos e inundações no bairro.
Um morador da Rua Ernesto Sena, o aposentado Djalma Kutxfara, 67 anos, cansado de cobrar do poder público, providências, montou um sistema para avisar os vizinhos, quanto a chegada de mais um temporal e com isso, o risco de enchente e de mais um transbordamento do córrrego. Djalma é presidente da Associação de Combate Enchentes do Pirajussara e Poá, e é um exemplo de líder comunitário preocupado com o bem comum.
Sua casa mais parece uma fortaleza. Com sistemas de comportas, bombas, drenagem pluvial e sirenes no telhado. Enfim,  o problema de sua casa, estava resolvido. Mas seu espírito solidário, e como ele mesmo diz se sentir um egoísta se não fizesse nada pra ajudar os vizinhos. Tudo isso fez com que se torna-se o zeloso cidadão que sempre atento, toca a sirene que instalou no telhado de sua casa em 2000. “Comecei com duas sirenes. Agora tenho 6 e ainda devo instalar uma outra para atender todos os moradores. Todo mundo já conta que eu vou avisar se houver, de fato, perigo de inundação.” –afirma Djalma, um dos 400 voluntários da chuva em São Paulo.
Djalma começou a parceria com o CGE desde o inicio de sua criação em 1999, considerado como um membro da família CGE. Em contato constante com a gente nos períodos críticos de chuva, ele não descansa.
Exemplos como seu Djalma ajudam e muito a nós aqui no CGE. A cidade é muito grande, são mais de 280 córregos, rios e ribeirões em 1.216 Km na cidade.
Por isso acho que esta iniciativa deve servir de exemplo para inúmeras cidades brasileiras. Não vamos ficar de braços cruzados. Vamos cobrar de nossos governantes soluções e também fazer nossa parte e nos organizarmos pelo bem comum.
                               Luiz Fernando Romeiro Reis              
Especialista em Análise de Risco do CGE                



 Fernando Romeiro (CGE) e Djalma Kutxfara


Entrevista com Luiz Fernando Romero Reis from fiscaisdanatureza on Vimeo.

Em entrevista para a allTV em programa ao vivo Fiscais da Natureza, Fernando Romeiro fala sobre as ações e a atuação do CGE na cidade de São Paulo.  A reportagem tem a duração de 1 hora e foi feita pela apresentadora Renata Diniz.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Cuidados a serem tomados neste perído chuvoso

            Se estiver na via pública (rua) dentro de um automóvel, saia imediatamente do carro, feche os vidros e evite travar as portas.
            Ao andar em ruas alagadas tome cuidado, pois pode ter bueiros sem tampas, ou mesmo buracos que você não saiba, sem contar o perigo de contrair a leptospirose que é uma doença infecciosa febril, aguda, potencialmente grave, causada por uma bactéria, chamada Leptospira interrogans, causada pela urina dos ratos.
            Caso esteja dentro de uma residência e perceba que esta havendo uma precipitação pluviométrica, ou seja, aumento do volume de água da rua para dentro de sua casa, pelo ralo, ou no entorno, procure imediatamente um lugar seguro e previsto onde possam se alojar de forma segura.
            Procure colocar documentos e objetos de valores dentro de um saco plástico bem fechado e mantenha-os em lugar seguro.
            Desconecte os aparelhos elétricos da corrente elétrica evitando assim os curtos-circuitos; retire os animais de estimação dentro de casa e por último retire todo o lixo ensacado e leve-os para uma área não sujeita a inundações.
            De igual forma, para os moradores de áreas de risco ou escorregamento de talude (barranco), saia imediatamente ao menor sinal de trincas e rachaduras nas paredes da residência; caso perceba também que árvores, poste, muro, esteja se inclinando no barranco ou encosta próximo de sua residência desocupe a área o mais rápido possível e proteja-se em um lugar segure.
            *Importante lembrar ainda que os moradores em áreas de risco de escorregamento de talude (barranco) façam monitoramentos constantes em seus encanamentos de captação de águas pluviais sendo que a Defesa Civil tem notado que em sua grande maioria estão ligados esgotos clandestinos, canos quebrados e vazando, para o vizinho ao lado  como se já não bastasse a grande concentração de pés de bananeiras nos taludes como todos sabem este tipo de plantação amarzena muita água aumentando assim o risco de deslizamento.
Estas dicas foram elaboradas pela Defesa Civil da Cidade de São Paulo

CHUVAS, TEMPORAIS E O CENÁRIO DE TRAGÉDIAS QUE SE REPETEM TODO VERÃO


            Todo inicio de ano, a cena que vemos é sempre a mesma. Tragédias causadas pelas chuvas de verão, vidas que se vão e prejuízos incalculáveis.
            Quando iremos acordar e agir preventivamente para minimizar estes transtornos?
            Nosso planeta sofre mudanças, e muitas delas por nossa culpa.  O aquecimento global, o derretimento das geleiras, estão alterando o clima da Terra. A tendência é de temporais cada vez mais trágicos e devastadores. Será que iremos sempre culpar as chuvas e não assumir que somos coniventes com nossas tragédias?
            A falta de políticas habitacionais e principalmente o uso e ocupação desordenada do solo, em áreas de risco, agravam ainda mais este crônico problema que enfrentamos.
            Já está passando da hora de cobrarmos de nossos governantes, ações preventivas, desde o mapeamento e a desocupação de áreas de risco, projetos de drenagem mais eficazes e a elaboração de planos emergenciais em tempos de crise.
Ações simples como colocar o lixo na rua, momentos antes de sua coleta, entulhos e restos de construção em caçambas ou lugares apropriados e não permitir de maneira nenhuma a poluição de córregos e rios, contribuem para uma melhor qualidade de nossas vidas.
A natureza hoje nos cobra, o que no decorrer dos tempos, tomamos dela.
Fernando Romeiro


quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Mensagem de Fernando Romeiro pela criação do Blog

Luiz Fernando Romeiro Reis, criou esse blog no intuito de transformá-lo em um fórum de debates e informações, pertinentes ao interesse comum de nossa cidade. Fernando é especialista em análise de riscos do CGE, da Cidade de São Paulo há 12 anos.

"Internauta, vamos criar aqui um espaço onde, a troca de idéias, indignações e experiências, são válidas para a evolução destes debates. Serão discutidos aqui, assuntos pertinentes e também relacionados a Lorena e Região. A intenção, é de sugerir ações ao poder público, órgãos governamentais e instituições organizadas. Não temos o interesse de criticar ou criar constrangimento pessoal, a quem quer que seja. Mas, estaremos atentos aos desmandos e a má administração pública.
Abraço a todos”


Luiz Fernando Romeiro Reis